Reserva de emergência – O que é, como fazer, importância, como montar um fundo para imprevistos

Também conhecido como “colchão de liquidez”, a prática de juntar dinheiro é fundamental para quem busca tranquilidade financeira em situações inesperadas.

São poucos os brasileiros que conseguem juntar dinheiro na poupança no final do mês. A maioria precisa comprometer toda a renda com as despesas essenciais (contas de água, luz, telefone, fatura do cartão de crédito, financiamentos, etc). Mas há ainda aqueles que gastam parte dos rendimentos com objetos de satisfação pessoal e imediata.

A cultura de educação financeira ainda não é tão difundida no Brasil. Por essa razão, é comum que o cidadão pense que recorrer aos empréstimos de bancos, por exemplo, é um comportamento normal, até mesmo esperado, em algum momento da vida. 

Talvez esse seja justamente um dos principais motivos que colocam os bancos brasileiros na lista de instituições mais rentáveis do mundo. Contudo, gastar “além da conta” ou administrar erroneamente o dinheiro não são apenas os únicos culpados pela falta de planejamento financeiro a longo prazo.

Em muitos casos, um dos principais motivos para que uma pessoa não consiga juntar dinheiro está justamente no acesso a ele. Ou seja, salários baixos, altos impostos, problemas de saúde, crises econômicas, entre outros fatores, acabam desencadeando gastos que não podem ser evitados.

Uma das dicas mais básicas quando o assunto é dinheiro envolve a chamada reserva de emergência. Confira a seguir mais detalhes sobre essa forma de investimento, assim como se preparar para não passar aperto.

O que é reserva de emergência?

Todas as pessoas que pensa em ter um futuro mais tranquilo logo associam a situação financeira como sendo o item primordial. Ter um volume considerável de dinheiro guardado traz estabilidade e menos preocupação. Afinal, nunca se sabe quando imprevistos podem acontecer e, caso aconteçam, estar preparado financeiramente pode ser a chave para evitar dores de cabeça.

É aí que entra o colchão de liquidez, comumente conhecida como reserva de emergência. Ela nada mais é do que um valor guardado para utilização em momentos de necessidade. Como o nome sugere, o montante acumulado deve sempre estar à disposição do dono para seu resgate imediato. 

Por isso, a reserva de emergência é um dinheiro que deve ser aplicado em investimentos considerados a curto prazo. A forma mais comum é deixá-lo parado no banco, como rendimento da poupança. 

Uma dica importante para quem não tem habilidade com investimentos é optar por aplicações em renda fixa, com baixo risco de perda. 

Por que montar uma reserva de emergência?

A principal razão está na segurança, pois ter uma boa organização financeira implica consequentemente em um futuro com menos imprevistos que envolvam dinheiro. Ter uma reserva de emergência deve ser um recurso de todas as pessoas, independentemente do valor de sua renda. 

Entretanto, para que isso aconteça, o mais importante é saber como utilizar aquele dinheiro que sobrou no final do mês. Ele será essencial no futuro, visto que imprevistos acontecem a todo o momento. 

Entre os benefícios de ter uma reserva de emergência, destacam-se: a segurança contra instabilidade econômica, seja pessoal ou do país; evita a busca por créditos em bancos, que costumam cobrar taxas altíssimas na oferta das linhas de crédito; e planejamento para a realização de um sonho, como pagar a faculdade de um filho, adquirir um imóvel, realizar uma viagem ao exterior, entre outros.

Como montar uma reserva de emergência?

O primeiro passo para ter uma reserva consiste em calcular as despesas. Para isso, basta realizar a soma de todos os gastos fixos e variáveis que incidem todos os meses, por exemplo, despesas com condomínio, água, luz, telefone, internet, aluguel e por aí vai. 

Também é preciso incluir uma média das despesas variáveis, como custos com alimentação, transporte, cartão de crédito e farmácia. Assim, ficará mais fácil planejar as finanças e cortar os gastos desnecessários. Lembrando que essa conta também se aplica ao todos os integrantes do núcleo familiar que contribuem com a renda mensal. 

A próxima etapa está em definir uma meta de valor a ser poupado todos os meses. É importante que ela seja realista e com base no resultado do primeiro passo. O objetivo é que a pessoa gaste menos do que ela de fato ganha.

O passo seguinte é talvez o mais complicado e determinante para o sucesso do planejamento financeiro e tem a ver com a forma de aplicação do dinheiro. Nesse caso, o mais indicado é buscar por investimentos com baixo risco e maior liquidez. Eles permitem uma maior facilidade e velocidade para as movimentações do valor acumulado.

Dito isso, investimentos em imóveis, por exemplo, acabam não sendo a melhor opção. Outra alternativa desaconselhável para quem busca criar uma reserva de emergência é a compra de moeda estrangeira. Isso porque elas variam de preço constantemente, podendo gerar perdas consideráveis no momento do resgate. 

Afinal: onde investir o dinheiro guardado?

Especialistas em economia recomendam aplicação do fundo de emergência em investimentos com liquidez diária, como o Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) e Letra de Crédito Imobiliário (LCI).

Outras opções incluem o Tesouro Direto Selic, em que o investidor empresta o dinheiro para o governo federal. Ele rende diariamente 100% da taxa básica de juros do Brasil (Selic), e o dinheiro cai na conta do investidor no dia seguinte.

Veja também: O que é tributo? Qual a diferença para imposto e taxa

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