Para que a relação entre compradores e vendedores possam ser viabilizadas, com o intuito de tornar o mercado eficiente e seguro, há a Clearing House.
O método é conhecido como Câmara de Compensação e é responsável por registrar e processar as transações que são realizadas. Por meio do conceito, as compras e vendas são regulamentadas.
Assim sendo, este fator faz com que o mercado funcione com eficiência e com a segurança que precisa.
Clearing House: como funciona
É utilizada para regulamentar a compensação e a liquidação de ordens de compra e venda. Além disso, ainda realiza acertos de contas e entrega as ferramentas financeiras aos compradores. Por fim, efetua o pagamento dos vendedores.
Dessa forma, Clearing House pode ser feito pela própria empresa ou por uma agência externa. Neste segundo caso, a câmara fica no lugar de quem compra e vende. Isso a torna uma espécie de terceiro agente na operação.
Por esse motivo, as Câmaras de Compensação são essenciais para manter uma boa relação entre os agentes financeiros. É a Clearing House que garante que o título a ser vendido possa existir. Ademais, é ela também que assegura o capital necessário para que este título possa ser adquirido.
Além disso, a Câmara de Compensação faz com que contratos sejam devidamente cumpridos e ainda protege as partes principais no período contratado.
Clearing House: exemplo
A Clearing House é a responsável por garantir que as duas partes de um negócio cumpram o que acordaram entre si.
Por exemplo, se um comprador X e um vendedor Y pretendem negociar ações na bolsa de valores, ambos precisam cumprir alguns requisitos. Assim sendo, o Y tem que possuir os instrumentos financeiros. Já X precisa ter a quantia disponível na conta.
Portanto, se a Câmara de Compensação não existisse, nem quem compra, nem quem vende teriam uma garantia para que o negócio pudesse ser realizado.
Clearing House: aplicação no Brasil
Operações distintas da bolsa de valores e operações que possuem o envolvimento de títulos públicos contam com as Clearing Houses no Brasil.
Assim sendo, o Sistema Especial de Liquidação e Custódia, Selic, tem a responsabilidade sobre os títulos públicos federais. Enquanto estes são negociados entre bancos comerciais.
No entanto, em áreas privadas, o B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é o responsável por toda a custódia e liquidação que envolvam operações de títulos de renda fixa, variável, derivativos e uma série de outras.
Assim sendo, a Central de Liquidação e Custódia de Títulos (Cetip), por meio de seus sistemas de liquidações e custódia, passaram a atuar em conjunto com a Câmara de Ações da Bovespa.