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Uso emergencial de medicamento com anticorpos sintéticos para tratar Covid-19 é solicitado à Anvisa

Terapia já é usada nos Estados Unidos de modo emergencial.

Essa semana a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) teve pedido de uso emergencial de medicamento para tratar Covid-19 desenvolvido pela empresa farmacêutica norte-americana Eli Lilly.

A medicação utiliza a combinação de dois anticorpos sintéticos, o banlanivimabe e etesevimabe. Este gênero de anticorpos são versões das defesas naturais do corpo fabricadas em laboratório com o objetivo de combater infecções. A Anvisa vai analisar os contratos entregues pela Eli Lilly sobre o medicamento, podendo pedir neste período novos dados à farmacêutica.

Em nota, a Anvisa declarou que o parecer da autorização para o uso emergencial e temporário de medicamento contra a Covid-19 é feita no prazo de até 30 dias. “O estudo não considera o tempo do processo em status de exigência técnica, que é quando o laboratório precisa responder questões técnicas feitas pela Agência dentro do processo”, esclarece a Anvisa.

Caso seja aprovado para uso emergencial, o medicamento à base dos anticorpos sintéticos será o segundo no Brasil certificado pela Anvisa para tratar a Covid-19. O primeiro foi o antiviral remdesivir, que ainda está em estudos, mas foi liberado para pacientes hospitalizados. Vale ressaltar que ambos os medicamentos não substituem as vacinas contra a Covid-19.

No início do ano, a Eli Lilly informou que o seu medicamento reduziu em 70% hospitalizações e mortes por Covid-19 em pacientes de alto risco, com testes positivos recentes. Os resultados foram alcançados através de um estudo de fase 3, envolvendo 1.035 pessoas. Contudo, os dados ainda não passaram por revisão de pares e nem foram publicados em revistas científicas.

Segundo a empresa, o tratamento também reduziu a carga viral dos pacientes e o tempo de recuperação da doença. Os pacientes receberam uma combinação de 2,8 gramas de cada um dos dois anticorpos.

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