Salário mínimo de 2021 sofre queda em nova previsão da inflação

Reajustes têm como base a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Estimativa de crescimento é de 3,28% para este ano.

Com uma possível crise gerada pela pandemia do covid-19, os mercados internacionais podem sofrer quedas consideráveis em seus rendimentos anuais. E o Brasil não fica de fora. Casos da doença registrados no país têm aumentado ainda mais a instabilidade econômica para investimentos.

Isso pode ser visto no mais recente anúncio feito pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia. Em nota, o órgão disse haver chances de redução no aumento do salário mínimo para 2021. A estimativa é de que o piso nacional reduza R$ 4,70 do total previsto.

Os reajustes têm como base as informações geradas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) que, ao que tudo indica, terá estimativa de crescimento de apenas 3,28%, percentual abaixo dos R$ 3,73 esperados.

Cálculo salário mínimo 2021

O Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) é a ferramenta de medição da taxa de inflação de responsabilidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com ela, o governo federal consegue obter as informações relacionadas aos preços no mercado de varejo e, consequentemente, saber sobre o custo de vida da população.

O resultado final auferido pelo indicativo é determinante para o reajuste do mínimo todos os anos. Serão contabilizados os índices dos últimos 12 meses (entre janeiro e dezembro de 2020). Até então, a estimativa era de que o salário mínimo passasse de R$ 1.045 (hoje) para R$ 1.083,97. Contudo, com o novo parâmetro da SPE, o esperado pelo governo será na faixa de R$ 1.079,27.

Redução no piso pode gerar redução de gastos em 2021

É sabido que o aumento anual do piso nacional gera consequentemente um crescimento nas despesas governamentais. Nesse caso, se a redução de R$ 4,70 se concretizar, os cofres públicos economizarão cerca de R$ 1,66 bi. 

A matemática por trás disso é a de que para cada R$ 1 de aumento do piso nacional, são necessários gastos de R$ 355,5 milhões. De fato, o valor é significativo, pois inclui também os pagamentos a outros benefícios como seguro-desemprego, abono salarial, auxílio do INSS, entre outros.

Dadas as considerações, sabe-se que ainda há muito caminho até o final de 2020. A esperança é de que as previsões sejam outras (e mais positivas). Apesar da notícia pessimista, o mercado ainda pode passar por recuperação ao longo do ano, indo na contramão deste prognóstico.

Um exemplo claro está nos últimos aumentos do salário mínimo 2020 que, em menos de dois meses, passou por dois reajustes, indo de R$ 998 para R$ 1.039 e de R$ 1.039 para os atuais R$ 1.045.

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