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Com apoio de Lira, prorrogação do auxílio emergencial fica próxima

Condição é de que sejam respeitados o teto de gastos e o Orçamento para o ano; saiba mais detalhes acerca de uma possível extensão do benefício.

O pagamento de parcelas adicionais do auxílio emergencial se tornou um dos assuntos mais discutidos no começo do ano. Isso porque a ajuda voltada para vulneráveis durante a pandemia teve seus depósitos encerrados no final de dezembro, deixando sem renda milhões de brasileiros que dependiam exclusivamente do benefício.

Sobre uma possível prorrogação do auxílio emergencial para 2021, as discussões têm se concentrando entre os parlamentares candidatos à presidência da Câmara dos Deputados. Baleia Rossi (MDB-SP) e Arthur Lira (PP-AL) defendem o retorno do programa em 2021. A condição é de que sejam respeitados o teto de gastos e o Orçamento para o ano.

Volta do auxílio emergencial

Com um discurso que defende a volta do auxílio desde o início da sua candidatura, Baleia Rossi,  que se aliou com partidos de esquerda, como o PT e PDT, declarou que a prorrogação do auxílio emergencial é importante, sobretudo diante da situação sanitária e econômica na qual o país vive.

“Por isso é tão importante voltarmos a olhar a nossa pauta com responsabilidade fiscal, votando reformas importantes e também, porque não, voltar a debater o auxílio emergencial. A pandemia não acabou. O ano passado parecia que nós íamos virar o ano e a pandemia ia acabar. Essa não é a realidade. E nós temos hoje milhões de brasileiros que vão deixar de receber o auxílio emergencial e vão voltar a ter grandes dificuldades”, declarou Rossi.

Na última semana, foi a vez de Arthur Lira adotar o discurso de retorno do auxílio emergencial. Segundo ele, para ter uma continuidade e ser aprovado, será necessário mudanças no número de parcelas pagas, valor e orçamento disponível. Lira diz que a volta do benefício pode ser necessária até o lançamento de um novo programa de distribuição de renda permanente.

O parlamentar explicou que a aprovação da PEC Emergencial, que tem como objetivo reduzir gastos públicos com medidas de redução salarial de servidores, fim de municípios e suspensão de concurso públicos, será fator decisivo para a criação de um novo programa de renda.

O que diz o governo federal

O Ministério da Economia não descarta o retorno do auxílio emergencial. Dadas as pressões por todos os lados, principalmente aquelas vindas de partidos de esquerda, o benefício pode voltar, mas com valor reduzido, no repasse de parcelas abaixo de R$ 300.

O próprio ministro da pasta, Paulo Guedes, já chegou a falar publicamente sobre as chances de alongamento do programa, mas sem nenhuma ação real até o momento.

No caso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a continuação do programa seria algo inviável. Em conversa com simpatizantes, o chefe do executivo evitou se comprometer com um benefício em 2021 e reforçou que é impossível tornar o auxílio algo permanente.

“Qual país do mundo fez auxílio emergencial? Parecido foi nos Estados Unidos. Aqui alguns querem torná-lo definitivo. Foram quase 68 milhões de pessoas. No começo, foram R$ 600. Vamos pagar para todo mundo R$ 5 mil por mês, ninguém trabalha mais, fica em casa”, declarou o presidente.

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