Embora o álcool seja uma bebida de grande consumo e boa aceitação social, é uma droga que afeta diretamente o sistema nervoso central. Existem dois estágios do efeito do álcool, que variam entre o estado de contentamento e desinibição até a falta de coordenação motora e sono.
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Muitas pessoas adoram adormecer após o consumo da bebida. Geralmente, pessoas que enfrentam problemas de sono admitem que o álcool as ajuda a relaxar e dormir. Vale destacar que cerca de 20 a 30% das pessoas que sofrem de insônia, admitem fazer uso de alguma substância alcoólica para conseguirem adormecer.
Entretanto, é preciso observar, pois pesquisas têm demonstrado que o efeito entorpecente do álcool não é bom para a qualidade do sono. E que dormir rápido não indica o mesmo que dormir melhor.
Vamos entender melhor essa história de que o álcool faz mal para o sono!
Quais os impactos do álcool no sono?
O álcool altera o sistema nervoso central, proporcionando uma sensação de leveza e relaxamento. E, por essa razão, que se adormece rapidamente.
Porém, não apenas isso, existem fortes indícios que relacionam o álcool com a diminuição da qualidade e quantidade de horas dormidas.
O efeito sedativo do álcool é maior dependendo da quantidade ingerida. Indivíduos que consomem altas doses antes de dormir, não completam todos os estágios do sono. Ou ainda, podem sofrer várias interrupções no sono durante a noite.
Para quem sofre de apneia obstrutiva do sono, (uma condição em que as vias aéreas são comprimidas pelos músculos da língua e da garganta), o efeito do álcool costuma agravar o problema, uma vez que aumenta o relaxamento dos músculos, causando mais surtos de apneias frequentes.
O efeito do álcool na produção de melatonina
A melatonina é um hormônio liberado pela glândula pineal ao entardecer. Sua função é ajudar no ciclo inicial do sono, ou seja, no sono-vigília. Sua produção tem relação com funções imunomodulatórias, anti-inflamatórias, antioxidantes e cronobióticas.
Quando há ingestão de bebida alcoólica, significa suprimir o ciclo inicial do sono-vigília.
Uma solução seria a suplementação de melatonina, porém, os efeitos colaterais estão incluídos: depressão, ansiedade, pressão alta entre outros.
Como isso interfere na vida de quem tem distúrbios do sono?
O consumo da bebida pode ampliar os problemas de insônia, para quem sofre esse problema. Há estimativa que entre 35 e 70% de pessoas que consomem álcool com mais frequência, enfrentam problemas de insônia.
Concluímos que embora os efeitos sedativos provoquem sensação de relaxamento, o descanso não acontece, devido às diversas interrupções do ciclo R.E.M e pelos diversos despertares contínuos. Portanto, querer tratar a insônia com a bebida alcoólica não é uma alternativa inteligente.