O aumento nos preços de produtos básicos tem assustado os brasileiros. E para garantir o poder de compra da população, o governo faz previsões de reajuste do piso nacional, ou seja, o quanto ele vai valer a partir do começo de cada ano. Recentemente, foi proposto o novo valor do salário mínimo 2023.
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Dados publicados pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia no dia 19 de maio trazem uma nova projeção ao piso nacional. A estimativa é que o salário mínimo chegue a valer R$ 1.310,17 em 2023.
O reajuste representa um aumento de R$ 98,17 do valor atual, de R$ 1.212. Para a subida, considerou-se o percentual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação no país. Ele passou de 6,7% para 8,1% após última análise.
Nova estimativa do salário mínimo
Caso essa seja de fato a projeção a ser aplicada no reajuste do salário mínimo, o valor será maior que o proposto há alguns meses, quando o governo encaminhou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO).
Nele, consta o valor do salário mínimo para 2023 em R$ 1.294, frente aos atuais R$ 1.212. Porém, com alta da inflação de 6,7% para 8,1%, foi necessário uma nova projeção que propusesse a manutenção do poder de compra dos brasileiros.
Valor de R$ 1.310,17 será definitivo?
Não. Isso porque o salário mínimo varia de acordo com os índices econômicos, a exemplo, a inflação. Caso ela suba, o esperado é que o valor do piso acompanhe o aumento.
Nesse sentido, uma decisão final sobre o quanto será acrescentado na correção deverá ser confirmada somente no final do ano. Depois disso, o reajuste entrará em vigor a partir de janeiro de 2023.
Para entender melhor esses cálculos, confira a seguir um histórico de aumento do salário mínimo com base na inflação:
- 2022: R$ 1,212,00 (aumento de 10,04%);
- 2021: R$ 1.100,00 (aumento de 5,2%);
- 2020: R$ 1.045,00 (aumento de 4,7%);
- 2019: R$ 998,00 (aumento de 4,6%);
- 2018: R$ 954,00 (aumento de 1,8%);
- 2017: R$ 937,00 (aumento de 6,48%);
- 2016: R$ 880,00 (aumento de 11,6%).
Lembrando que o reajuste impacta não só o trabalhador, mas também outros setores da sociedade, como no caso de aposentados, pensionistas e demais beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Por lei, o grupo não pode receber benefícios abaixo de um salário mínimo.