O McDonald’s lidera a lista de fast foods mais consumidos no Brasil, seguido por marcas como Burger King e Habib’s, segundo um ranking produzido pela Kantar.
O estudo, que utiliza a métrica Consumer Reach Points (CRP), avalia o número de pontos de contato entre consumidores e marcas, revelando quais redes de alimentação rápida são as mais acessadas pelos brasileiros.
Com base em dados que representam 48 milhões de indivíduos, a análise abrangeu sete grandes regiões metropolitanas do país e se estendeu por 12 meses até março de 2024.
Esse panorama fornece um olhar detalhado sobre as preferências e mudanças no comportamento do consumidor de fast food, destacando tendências significativas no setor.
Líderes absolutos do mercado de fast food
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Apesar de uma leve queda em frequência e penetração de compras, o McDonald’s segue como a marca mais consumida fora de casa, acumulando 41,9 milhões de CRP.
Sua ampla presença e familiaridade com o público garantem sua posição no topo, mesmo em um mercado cada vez mais diversificado.
Em segundo lugar, o Burger King mantém uma trajetória de crescimento, com 26 milhões de CRP e um aumento de 3,9% no número de compradores. A marca tem se destacado por campanhas direcionadas e inovações em seus cardápios.
Já o Grupo Habib’s, com 15,3 milhões de CRP, registrou um salto de 17,5% em novos consumidores, reforçando sua popularidade.
Redes nacionais ganham espaço
Entre os destaques estão redes menores, mas com forte apelo local. O Giraffas, por exemplo, subiu para a quinta posição, acumulando 7,9 milhões de CRP.
Outras marcas nacionais, como o China In Box e o Ragazzo, conquistaram posições expressivas, mostrando que a diversificação do cardápio, além de hambúrgueres e pizzas, atrai novos públicos.
Essas redes têm desempenhado um papel importante no crescimento do setor, especialmente em um cenário onde o consumidor busca opções que vão além do tradicional fast food.
O sucesso dessas marcas reflete a capacidade de se adaptar às preferências regionais.
Consumo de fast food em transformação
O levantamento aponta que o consumo de fast food está se expandindo entre diferentes classes sociais no Brasil.
Enquanto as classes A/B tendem a utilizar essas redes como parte da rotina diária, as classes D/E associam o consumo a momentos de lazer, especialmente aos finais de semana.
Esse comportamento explica o crescimento expressivo de 11% no público jovem de até 29 anos, uma das forças motrizes do setor.
O relatório da Kantar também destaca que o segmento de fast food tem se fortalecido em meio à inflação, com um crescimento de 34% em valor no primeiro trimestre de 2024, comparado ao mesmo período do ano anterior.
Mesmo com preços mais altos, a conveniência e a variedade continuam sendo fatores decisivos para o consumidor brasileiro.