Como escolher uma aplicação em previdência privada?

Preocupado com sua fonte de renda na terceira idade? Veja como a aposentadoria privada pode ser um excelente investimento para uma vida mais confortável no futuro.

Quando o assunto é aposentadoria, logo vem à cabeça o benefício pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ao cidadão que contribui durante uma quantidade “x” de anos. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima), pouco mais da metade dos brasileiros conta apenas com essa renda assim que atinge a melhor idade.

Porém, após a reforma da Previdência de 2019, muita gente passou a considerar o setor privado como a fonte mais segura para uma aposentadoria mais tranquila. Nele, há oportunidades de investimento que, a longo prazo, poderão proporcionar um melhor padrão de vida ao segurado.

O que é previdência privada?

Quem nunca ouviu falar de previdência privada precisa saber que ela nada mais é do que uma renda extra para aposentados e pensionistas que não está vinculada ao INSS. No geral, ela é vista como um investimento seguro, que pode ser utilizado para planos no futuro, seja para bancar os custos dos estudos dos filhos, abrir um negócio, entre outras ações.

A previdência privada se difere da previdência social. Enquanto a primeira é opcional, e seu valor depende do montante aplicado e tipo de investimento escolhido, a segunda é uma contribuição obrigatória feita pelo trabalhador contratado no regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), cujo valor ele não pode determinar de forma espontânea.

Como escolher a melhor previdência privada?

Esse seguro social tem um funcionamento simples. O contribuinte, também chamado de investidor, pode aplicar uma determinada quantia mensalmente, ou de forma aleatória, e ainda usufruir de flexibilidade quanto ao resgate do capital acumulado, seja em forma de renda ou saques programados.

Atualmente, existem duas modalidades de previdência privada que se encaixam no perfil de boa parte dos cidadãos. São elas:

  • Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL): é indicado para as pessoas que realizam anualmente a declaração do Imposto de Renda (IR) e também contribuem com o INSS. Esse plano tem como vantagem a redução de até 12% da renda bruta tributável anual. Por essa razão, o PGBL pode garantir uma restituição mais abundante quando o imposto for descontado. 
  • Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL): é sugerido para o público oposto ao PGBL, ou seja, de pessoas que não declaram imposto de renda ou que optam pela modalidade simplificada. Nesse caso, a principal diferença é que o cálculo do IR terá como base os rendimentos acumulados no período. As quantias contribuídas ao longo dos anos, por exemplo, ficam de fora do desconto.

Leia ainda: PGBL e VGBL: Entenda qual a diferença entre os dois

Vantagens e desvantagens da previdência privada

Apesar de não parecer a melhor opção para quem busca investimentos a curto prazo, ainda sim há diversos benefícios para aqueles que planejam construir uma reserva financeira desde agora e usufruí-la futuramente. São eles:

  • A previdência privada tem como isenção tributária o chamado “come-cotas”, que é o desconto antecipado do imposto de renda em cima dos ganhos acumulados pelo fundo investido;
  • A modalidade de aposentadoria privada permite maior flexibilidade, visto que é possível realizar portabilidade entre planos sem comprometer a rentabilidade do investimento;
  • O patrimônio investido é transferido sem burocracia para os herdeiros do segurado em caso de falecimento, sem a necessidade de advogados. Isso porque ela fica de fora dos inventários;
  • A modalidade comporta investidores de todos os tipos, desde os conservadores àqueles mais aventureiros. A razão para essa abrangência está nas diferentes opções de aplicação e estratégias de rendimento.

Tendo analisado as vantagens, vamos para a parte em que não é vantajoso investir em um plano de previdência privada. Veja:

  • A previdência privada pode conter taxas de administração, a depender da empresa emissora;
  • O plano também pode conter alta tributação quando escolhida a tabela regressiva, com retirada do dinheiro a curto prazo. Por esse motivo, se o investidor deseja adquirir uma alíquota mais lucrativa, é indicado que ele deixe a aplicação parada por um período maior ou então opte pela chamada “tabela progressiva”.
  • A exemplo de outros fundos de investimentos, a previdência privada não tem proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Em outras palavras, isso significa que se a empresa responsável pela previdência declarar falência, por exemplo, o investimento será comprometido.

Por tudo isso, antes de escolher por um plano de previdência privada, o investidor deve analisar atentamente os serviços oferecidos por cada emissora, além de entender melhor seu perfil de aplicação, se a curto, médio ou longo prazo, ou se pelas modalidades PGBL ou VGBL, conforme o imposto de renda. 

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