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Uber e outros apps de transporte e entrega aumentam preços das viagens após alta nos combustíveis

Plataformas confirmam aumentos de até 6,5% após novo reajuste anunciado pela Petrobras em suas refinarias.



O recente aumento nos preços dos combustíveis não pesa apenas na hora de abastecer o veículo. Quem conta com os serviços oferecidos por plataformas de transporte de passageiros e entregas também terá que desembolsar mais a partir de agora.

Leia mais: Como ficam os preços dos combustíveis após mudanças no ICMS?

A Uber confirmou um reajuste temporário de 6,5% nos valores das viagens a partir da próxima semana. A empresa afirma que a medida visa reduzir o aumento dos custos operacionais para os motoristas parceiros.

Sua concorrente, a 99, informou que aumentará em 5% por o ganho do motorista por cada quilômetro rodado. A novidade passa a valer nos próximos dias em todas as 1.600 cidades onde a empresa funciona. Outra ação que ainda está fase de análise é a implementação de um “subsídio” para acompanhar as mudanças nos valores dos combustíveis.



No setor de entregas, o iFood garante que “segue dialogando com os entregadores como parte do processo de escuta que já resultou em medidas para a categoria na questão de ganhos, bem-estar e transparência”. No entanto, a empresa não anunciou nenhum reajuste tarifário.

Insustentável

Para os trabalhadores dessas plataformas, o aumento de mais de 18% na gasolina tornou a atividade profissional quase insustentável. A alta deu ainda mais força para o movimento de selecionar e cancelar corridas, considerando que a maioria delas deixou de compensar.

“Eu saio às 4h da manhã e fico até às 20h. Tudo subiu de preço, além da gasolina, a manutenção, as peças. Só de GNV, eu gasto agora mensalmente R$ 2.200 por mês. Estou devendo o carro que consegui com muito custo, mas não estou conseguindo custear o financiamento do veículo. Agora, para rodar, o motorista tem que selecionar as viagens que serão mais vantajosas para reduzir o prejuízo. Por isso, está crescendo o cancelamento de corridas”, diz o motorista de aplicativo Emerson Costa.



Quem também sofre com a situação são os motofretistas e entregares que utilizam motocicletas. Segundo Edgar Francisco da Silva, presidente da Associação dos Motofretistas de Aplicativos e Autônomos do Brasil (AMABR), os ganhos já são insuficientes para absorver os aumentos.

“Se a pessoa roda mais, será mais prejudicado. A gente não aguenta mais absorver os custos. Antes (há um ano), o motofretista gastava R$ 484 por mês. Agora, gasta no mínimo R$ 834 por mês”, reclama.

Já os passageiros continuam optando pelo transporte por aplicativo em detrimento do carro particular, pelo menos até os novos reajustes entrarem em vigor. “Em algumas situações eu prefiro ir com o carro, especialmente porque os estacionamentos, alguns, reduziram o valor da cobrança. Além disso, tem o tempo de espera por um carro”, opina a advogada Bárbara Vasconcelos.




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