O desperdício de alimentos continua a ser um problema significativo nos Estados Unidos, em que 35% dos produtos que sobram nos supermercados foram destinados a aterros sanitários em 2023. A gestão dessa questão ainda enfrenta grandes desafios no país, assim como em outras nações.
Mesmo com a inteligência artificial sendo usada para prever e ajustar estoques de forma eficaz, muitos alimentos seguem sem controle, resultando no descarte inevitável.
A prática de realocar produtos próximos do vencimento em seções de promoções é comum; entretanto, muitos itens não vendidos se tornam ração animal ou são simplesmente descartados.
Destino dos produtos vencidos
Para que essas iniciativas, que preveem a melhor destinação de produtos próximos do vencimento, funcionem de maneira adequada, os supermercados devem estar atentos aos prazos. Isso porque a doação, na maioria dos casos, não é possível após o fim da validade.
Alguns varejistas norte-americanos, incluindo Food Lion e Trader Joe’s, têm se esforçado para minimizar o desperdício. Para isso, eles doam alimentos para bancos locais, mas uma parte considerável ainda acaba sendo descartada, apontando para a necessidade de uma estratégia mais eficaz.
O Walmart também é uma rede que se destaca em seus esforços para zerar o desperdício, sobretudo por meio de doações significativas. Em 2022, a empresa forneceu mais de 315,7 milhões de quilos de alimentos para tentar reduzir o descarte a zero.
Troca por outro produto
No Brasil, iniciativas semelhantes chamam a atenção. A Lei Nº 17.132/2017, em Santa Catarina, garante ao consumidor um produto semelhante gratuitamente caso encontre itens vencidos nas prateleiras.
- A reclamação deve ser feita antes da compra;
- O direito a um produto similar é assegurado;
- Informações sobre a lei devem estar visíveis nos estabelecimentos.
Essa norma reforça a fiscalização sobre a validade dos alimentos. Os consumidores podem entrar em contato com o Procon-SC para assegurar seus direitos, destacando a importância da orientação ao cidadão.
Discussão nacional
Em 2019, o projeto de lei 1386/2019, idealizado pelo deputado Fabio Schiochet, visava expandir a proteção ao consumidor em âmbito nacional, semelhante à lei catarinense. Contudo, o projeto foi arquivado no mesmo ano, deixando a questão sem abrangência nacional.
Embora os desafios no combate ao desperdício e na proteção do consumidor persistam, o compromisso contínuo com essas questões aponta para um futuro mais sustentável. A colaboração entre governos, empresas e cidadãos é essencial para o avanço nessa missão.