Concursos Polícia – RN 2018 estão suspensos por falta de verba

Concursos Polícia - RN 2018 estão suspensos por falta de verba

Suspensos os concursos para as Polícias Civil e Militar do Rio Grande do Norte. A informação foi dada pelo Secretário do Estado da Administração e dos Recursos Humanos, Cristiano Feitosa. O motivo para a suspensão é a crise financeira pela qual o estado passa, o que impossibilita a realização de novos certames.

Ao Concurso PM-RN 2018 chegou a ter o Ibade definido como banca organizadora, na expectativa de ofertar 1.000 vagas no quadro de praças. No entanto, a publicação do edital foi suspensa. Por sua vez, o Concurso PC-RN 2018, com previsão de mais de 140 oportunidades segue sem expectativas para lançamento.

Ainda segundo Feitosa, não há verbas disponíveis, pela Degepol, para a organização do certame que previa vagas para agente, delegado e escrivão. O fator preocupante com as suspensões é o déficit no quadro de servidores pelo qual as duas corporações passam. A PM-RN, por exemplo, apresenta carência de 5.266 policiais, até pelo hiato de 12 anos sem novos concursos.

Na PC-RN, a situação não é muito diferente. O provimento ideal do quadro seria de 5.150 servidores, porém, apenas 1.534 estão na ativa. Ou seja, a corporação apresenta déficit de, nada menos, que 3.616 servidores.

Greve

Do final do ano passado até o início de janeiro, o Brasil acompanhou a greve deflagrada pelos policiais civis e militares do RN. A reivindicação era por melhores salários e condições de trabalho. Segundo representantes da PM, os policiais trabalham com precariedade de munições, viaturas e coletes à prova de balas. Com a greve, uma onda de violência explodiu na capital potiguar, obrigando que o governador do estado decretasse situação de calamidade pública.

A Forca Nacional chegou a ser acionada, com o envio imediato de 100 homens ao Rio Grande do Norte. Juntaram-se, a eles, 2.800 homens das Forças Armadas para que houvesse um reforço no patrulhamento das ruas. Após 23 dias, policiais militares encerraram a paralisação, no dia 10 de janeiro, enquanto os policiais civis o fizeram no dia anterior.

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