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Auxílio emergencial até 2021? Ala política defende, mas Bolsonado ainda não decidiu

Diante da indefinição sobre o novo programa social, aumenta a pressão para prorrogar o benefício. Presidente só deve decidir sobre o tema após as eleições municipais.

A ala política do governo voltou a defender a prorrogação do auxílio emergencial por mais dois ou três meses em 2021. Entretanto, assessores afirmam que o presidente Jair Bolsonaro só deve decidir sobre o tema após o segundo turno das eleições municipais.

“A decisão é do presidente Bolsonaro e, até agora, ele não tomou uma posição. Deve decidir entre esta e a próxima semana, sabendo da importância do benefício para a população que está em situação de vulnerabilidade”, disse ao blog um assessor presidencial.

O integrante da equipe do governo admite que as pressões pela prorrogação do auxílio voltaram, mas informa que será preciso garantir o cumprimento do teto de gastos públicos. O benefício, criado em meio à pandemia do novo coronavírus, será concedido até dezembro deste ano.

Auxílio emergencial até 2021?

A expectativa dos líderes do governo no Congresso é aprovar a chamada PEC Emergencial ainda neste ano e incluir no texto o novo programa social. Porém, a própria base aliada do presidente acredita que isso seja praticamente impossível. A votação da proposta possivelmente ficará para o ano que vem.

Sendo assim, a ala política do governo defende que o auxílio emergencial continue a ser pago até o Congresso aprovar a criação de um novo programa social ou a reformulação do Bolsa Família. No segundo caso, o valor do benefício seria aumentado, bem como o número de famílias atendidas.

Caso o novo programa não seja aprovado, o governo vai ter de prorrogar o auxílio emergencial – essa é a avaliação dos assessores presidenciais. A prorrogação, além de não deixar uma parcela da população sem renda, teria viés político. Isso porque o auxílio contribuiu para melhorar a imagem do presidente.

No entanto, até aqui, o ministro da Economia, Paulo Guedes, é contra a extensão do auxílio emergencial. Ele defende que se não for possível criar um substituto para o Bolsa Família ainda este ano, o programa deve ser reformulado.

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