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Fui beneficiado pelo Auxílio Brasil, tenho que devolver o dinheiro?

Informação que circula na internet preocupa brasileiros de baixa renda que receberam o benefício do programa social.



Uma das primeiras medidas anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em seu novo governo foi a volta do Bolsa Família, programa de transferência de renda criado em 2004. Durante o mandato de Jair Bolsonaro, a iniciativa passou a se chamar Auxílio Brasil em uma tentativa de desvincular a iniciativa do nome dado pelo petista.

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Nas últimas semanas, começaram a circular boatos nas redes sociais afirmando que quem recebeu o Auxílio Brasil e foi excluído do programa terá que devolver o dinheiro. A imagem divulgada para convencer os cidadãos é uma montagem com supostas notícias sobre o assunto.

De maneira direta, o boato é totalmente falso. Não há nenhuma declaração do governo sobre uma possível devolução de valores, mesmo por quem já não faz mais parte da folha de pagamento.

O processo de encerramento dos pagamentos está, inclusive, previsto nas regras da iniciativa. Ao oferecer o benefício mensal, o objetivo é justamente que as famílias tenham o mínimo de renda para conseguir se emancipar financeiramente e deixar de depender dos recursos do governo federal.

Por isso, não se preocupe. Se você recebeu o Auxílio Brasil e já não faz parte do programa, não há motivo para acreditar que terá que devolver os valores recebidos.

Pente-fino

Embora essa notícia seja falsa, as informações de que o governo Lula vai realizar um grande pente-fino nos cadastros do Bolsa Família são verdadeiras. O objetivo é identificar e remover os cidadãos que estão recebendo os repasses de forma indevida.

No início de janeiro, o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, afirmou que cerca de 10 milhões das 40 milhões de inscrições no Cadastro Único (CadÚnico) têm “indícios de irregularidades”. O sistema é a porta de entrada para o programa e para uma série de outros auxílios, como o vale-gás e a Tarifa Social de Energia Elétrica.

O principal foco do pente-fino são as famílias compostas por apenas um integrante, as chamadas unipessoais, que saltaram de 2,2 milhões em novembro de 2021 para 5,3 milhões em agosto de 2022. A meta do ministério é remover inscrições irregulares e promover a entrada de novos beneficiários que realmente precisam do dinheiro.




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