O tempo de prancha que traz resultado de verdade, segundo especialistas

Exercício fortalece o corpo todo e melhora postura, equilíbrio e desempenho.



Poucos exercícios entregam tanto em tão pouco tempo quanto a prancha abdominal. Popular nas academias e treinos funcionais, ela vai além do abdômen e recruta o corpo inteiro.

Ao sustentar a posição, a prancha ativa intensamente o core, envolvendo abdômen, quadril e lombar. O trabalho se estende aos estabilizadores da coluna, glúteos, quadríceps e membros superiores.

Essa ação integrada gera força funcional, essencial para tarefas cotidianas e esportivas. Por isso, o movimento se tornou referência para quem busca força, estabilidade e desempenho no dia a dia.

Em reportagem ao blog da Smart Fit, o coach Lucas Carvalho destaca ganhos claros de equilíbrio, postura e força muscular. Ele também ressalta que a prancha é indicada para quem tem sensibilidade na cervical.

Diferente dos abdominais tradicionais, o exercício não sobrecarrega o pescoço, o que amplia a adesão.

Quanto tempo ficar na prancha?

O tempo ideal não existe, ou seja, não há um número mágico que valha para todos. Assim, o intervalo varia conforme a experiência e o controle técnico.

Iniciantes podem começar com 20 a 30 segundos e, progressivamente, ampliar a permanência. Outra estratégia usa blocos de 10 segundos em 3 a 6 repetições. Dessa forma, o corpo adapta melhor.

  • Comece com 20 a 30 segundos e avalie a forma.
  • Use séries de 10 segundos por 3 a 6 repetições se a fadiga chegar cedo.
  • Separe os pés para equilibrar; aproxime quando evoluir.
  • Pare ao sinal de perda de alinhamento ou dor.

Execução correta

Executar corretamente o exercício vale mais do que passar longos minutos na postura errada. Alinhe as costas e mantenha a cabeça na mesma linha do tronco, com os cotovelos sob os ombros. Para ganhar estabilidade, separe os pés; posteriormente, aproxime-os para elevar a exigência.

Evite erguer ou abaixar demais quadril e cabeça, preservando lombar e cervical.

Progressão segura

Priorize a técnica e aumente o volume apenas quando mantiver alinhamento sem tremor excessivo. Caso o foco caia, reduza o tempo e recupere a forma. Por fim, progrida em pequenas doses semanais, evitando sobrecarga que atrapalha a evolução.

Recorde mundial de prancha

Em 2021, o australiano Daniel Scali, então com 28 anos, quebrou o recorde mundial ao sustentar a prancha por 9 horas, 30 minutos e um segundo.

Apesar da dor crônica no braço, sequela de fratura aos 12 anos, ele encarou o desafio. O atleta usou a façanha para aprender a lidar com a condição e mostrar determinação.

Scali transformou a visibilidade em apoio à Painaustralia e, nos primeiros meses, arrecadou 19.223 dólares australianos. Ele ainda pretende superar a própria marca e segue expandindo limites pessoais.

O exemplo reforça que foco e crença impulsionam resultados mesmo sob adversidades.

Versátil e acessível, a prancha oferece retorno consistente para quem busca estabilidade, postura e força. Contudo, a qualidade de execução decide o progresso. Inspirado por histórias como a de Daniel Scali, cada praticante pode avançar com segurança e propósito.




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