Guedes diz que se Bolsonaro deixar a presidência dólar pode ir a R$ 5

Segundo Guedes, a responsabilidade pela inegável subida do dólar é culpa da mídia e disse, ainda, que se Bolsonaro renunciar, o valor cai.

Os impactos no mercado brasileiro têm sido sentidos devido às constantes oscilações registradas nas últimas semanas. Investidores econômicos têm monitorado expectativas cada vez menores para o Produto Interno Bruto (PIB) e também as declarações feitas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Devido ao aumento recorde da cotação do dólar, que já está em R$ 4,66, a economia brasileira, que parecia estar respirando, na metade de 2019, registra um dos piores cenários atualmente.

Segundo Guedes, a responsabilidade pelo inegável aumento do dólar é culpa da mídia. Também disse, na última quinta-feira, dia 5 de março, que se o presidente Jair Bolsonaro renunciar, o valor cai.

“Isso aí era perfeitamente previsível. Está indo para 4,30, 4,40. Tem o Coronavírus, a desaceleração da economia mundial, tem a incerteza. Havia a incerteza, o que vocês estavam dizendo há um, dois dias atrás? Tá havendo choque entre Congresso e o presidente, não tá havendo coordenação política, quer dizer, se está havendo esse frisson todo, o dólar sobe um pouco”, afirmou o ministro.

Guedes cogita renúncia de Bolsonaro

De acordo com o ministro, a cotação do dólar pode ir a R$ 5 caso “muita besteira” seja feita. Atualmente, a moeda para o turismo já registra R$ 4,84 na venda. Em algumas casas de câmbio a moeda norte-americana já está sendo vendida acima de R$ 5.

“Se o presidente pedir para sair, se todo mundo pedir para sair. É um câmbio que flutua, se fizer muita besteira, ele pode ir para esse nível”, afirmou o ministro durante evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Sem mencionar a alta da inflação, o dólar foi ao seu 11º recorde seguido. Isso em uma sequência de 12 altas consecutivas. Os valores são os maiores registrados desde janeiro de 1999, justificado quando o Banco Central deu fim à política do câmbio fixo.

Piora no mercado brasileiro

Além da queda das bolsas no exterior, o mercado brasileiro evidencia uma das piores e mais significativas expectativas econômicas.

No dia 4 de março, o PIB de 2019 foi divulgado. Os dados mostraram que o valor cresceu 1,1%, inferior ao projetado inicialmente pela equipe econômica de Guedes. O governo havia estimado um crescimento de 2,4% em 2020. Em contrapartida, o mercado apostava em 2,2%.

Os dados expressam o frustante resultado do governo com as políticas de ajustes e privatizações. No dia 5 de março, Guedes comentou que o país Brasil estava estagnado desde o governo de Michel Temer.

“A grande verdade é que, quando o governo Bolsonaro chegou, o crescimento do PIB, que tinha sido de 1,3% no primeiro trimestre do governo Temer, já tinha caído para 0,7% no primeiro trimestre do atual governo. O Brasil já tinha praticamente estagnado”, afirmou ainda na Fiesp.

Como justificativa às quedas na economia, Guedes aponta a tragédia de Brumadinho e o colapso da Argentina. Também culpou o Coronavírus e a desaceleração da economia mundial.

Parecer de Bolsonaro

Por outro lado, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que, apesar do PIB fraco e abaixo da meta, o “Brasil vai bem”. Em coletiva feita no Palácio da Alvorada, o chefe do executivo nacional disse que recebeu avaliações positivas do setor produtivo.

“O que eu ouvi do empresariado lá é que o Brasil está bem, tudo bem diferente do que vocês publicam em função disso. Sem comentários”, expressou.

* Até o fechamento desta matéria, em 20 minutos, o dólar variou entre R$ 4,64, R$ 4,65 e fechou em R$ 4,66.

*Com informações de Gaúcha ZH

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