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PEC dos Combustíveis quer zerar a fila do Auxílio Brasil

A PEC dos Combustíveis vai aumentar os gastos da União. Apesar da lei eleitoral, os novos auxílios entram na brecha do estado de emergência. Entenda a justificativa do governo para as medidas.



Faltando três meses para as eleições de outubro, o Governo Federal corre contra o tempo para garantir uma boa popularidade até o dia da votação. O chamado “pacote de bondades” inclui a PEC dos Combustíveis, além da intenção de zerar a fila do Auxílio Brasil, que já conta com 1 milhão de brasileiros.

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Todas as propostas do governo custarão cerca de R$ 38,7 bilhões. A ideia agora é de subir de R$ 400 para R$ 600 o valor mensal do Auxílio Brasil até dezembro. Além disso, também querem pagar um voucher de mil reais aos caminhoneiros. A expectativa é de que a PEC seja votada no Senado até o fim dessa semana.



PEC dos combustíveis

Antes de aumentar o valor do benefício do Auxílio Brasil, o Senado cobra o fim da fila de espera para a conquista do benefício. Hoje em dia a fila conta com cerca de 1,6 milhão de brasileiros à espera do Auxílio Brasil.

Essas pessoas já estão no Cadastro Único (CadÚnico) e têm direito ao benefício, porém ainda não foram incluídas no programa pela alegação do governo de não ter orçamento para isso.

É por essa razão que a meta inicial é zerar a fila antes de aprovar o reajuste do Auxílio Brasil. Mas chamamos atenção para o fato de que, só para acabar com a espera e aumentar o valor do benefício, o investimento será de R$ 26 bilhões.

As medidas foram criticadas pela oposição, que questionam o não cumprimento da lei eleitoral que barra a criação ou ampliação de benefícios em ano de eleição.



Para não haver nenhuma imposição nesse sentido, o Governo Federal criou a PEC e instituiu estado de emergência. Dessa forma é possível seguir com os projetos sem esbarrar na lei em questão.

Outro aumento de gasto do governo com a PEC dos Combustíveis é a criação de um voucher de mil reais mensais aos caminhoneiros. A medida vai custar R$ 5.4 bilhões.

O governo espera ainda aumentar o valor do vale gás e pagar o preço total do botijão de 13 quilos ao invés de 50%. Sendo assim, a cada dois meses a União poderá pagar por 100% do produto.




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