Concurso IBGE: seleção para efetivos não será realizada em 2019

Declaração foi feita pela presidente do órgão, Susana Guerra, em reunião com a Assibge. Abertura de um edital em 2020, no entanto, não é descartada

Estava de olho em um concurso com vagas efetivas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)? Vai ser preciso aguardar mais. A nova presidente do órgão, Susana Guerra, que tomou posse no fim de fevereiro, anunciou em reunião com a Associação Nacional de Servidores do IBGE (Assibge) que o edital do certame não sairá este ano.

Apesar de Guerra ter citado, em seu discurso na cerimônia de posse, que gostaria de recompor o quadro de servidores do IBGE, um novo concurso público não é viável no momento. Segundo as declarações da presidente no encontro, o órgão precisa trabalhar com restrições econômicas, que também atingirão o orçamento do Censo Demográfico de 2020.

A Assibge se manifestou contrária a posição de Guerra. A associação relembrou a necessidade urgente de reposição de servidores – de acordo com dados do G1, nos últimos anos, o IBGE perdeu mais de 30% do seu quadro de pessoal. Além disso, mais de 30% dos funcionários ativos possuem condições de se aposentar.

Segundo a associação, um novo concurso público continuará sendo reivindicado. Outros temas como a reestruturação da carreira e a realização do Censo 2020 sem cortes, também seguirão em pauta.

Concurso com 1.800 vagas

Em 2017, o IBGE encaminhou um pedido ao governo solicitando um concurso com 1.800 vagas. Do total, 1.200 eram para técnicos e 600 para analistas.

No inicío deste ano, no entanto, a solicitação foi arquivada. O IBGE afirmou que iria encaminhar um novo pedido, mas não informou se o número de vagas seria o mesmo.

Cortes e reposição do quadro

De acordo com a Assibge, o IBGE está em busca de alternativas para repor os servidores efetivos. Quem está à frente da missão é Bruno Malheiros, coordenador de Recursos Humanos do órgão.

Medidas como terceirização e aproveitamento de servidores de outros órgãos extintos estão em avaliação. Entretanto, essas possibilidades são criticadas pela Assibge, que afirma que isso pode enfraquecer a capacidade de pressão do sindicato por melhores condições salariais, além de também poder exterminar quadros dentro do instituto.

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