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Saiba quem terá direito ao auxílio-gasolina do governo federal

Proposta de criação de novo benefício foi aprovado no Senado Federal e segue para análise na Câmara dos Deputados.



A alta nos preços dos combustíveis gerou uma corrida por soluções pelos membros do Congresso Nacional. Um bom exemplo é o projeto apresentado pelo senador Rogério Carvalho, que cria um fundo de estabilização dessas cotações, amplia o vale-gás e cria o “auxílio-gasolina” de até R$ 300.

Leia mais: Auxílio-combustível de R$ 250 será pago ainda em 2022?

A proposta foi aprovada no Senado Federal conforme versão proposta pelo relator, senador Jean Paul Prates, e agora segue para análise na Câmara dos Deputados. Se receber o aval, milhões de brasileiros serão beneficiados com uma espécie de vale mensal.



Quem vai receber?

Segundo consta no texto, o auxílio-gasolina custará cerca de R$ 3 bilhões aos cofres públicos. O benefício será pago em parcelas mensais de R$ 100 a R$ 300, com prioridade para os beneficiários do programa Auxílio Brasil.

O valor previsto é de R$ 100 para motoristas de ciclomotor ou motos de até 125 cilindradas. Já os motoristas autônomos do transporte individual (incluindo taxistas e motoristas de aplicativos) e condutores de pequenas embarcações, terão direito parcelas de  R$ 300.

Em qualquer um dos casos, o interessado precisa ter rendimento familiar mensal de até três salários mínimos para receber os repasses.



Preços dos combustíveis

O PL é mais uma tentativa de reduzir os preços dos combustíveis, considerados um dos grandes responsáveis pela inflação de dois dígitos acumulada em 2021. No início da semana, a Petrobras anunciou um novo reajuste de 8,8% no diesel, mas não modificou os valores da gasolina.

O preço médio nacional do litro da gasolina fechou o mês de abril a R$ 7,495, aumento de 2,35% frente a março. Os dados são do Índice de Preços Ticket Log (IPTL).

“Os reajustes dos combustíveis ainda vão continuar a impactar na inflação pelo menos nos próximos três meses, que é o período médio entre o reajuste na refinaria e o repasse completo nas bombas dos postos”, prevê Rodrigo Simões, especialista em Finanças e Economia e professor da FAC-SP.




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