Nova modalidade de empréstimo adianta valor de imóvel à venda

Em parceria com o Banco Inter, a Brasil Brokers criou o Imóvel Cash: um banco digital que adianta parte do valor do imóvel à venda para seu proprietário.

A compra de imóveis é visto como uma boa opção de investimento para grande parte dos brasileiros. Contudo, um de seus principais problemas é relacionado a sua venda, visto que não depende apenas da vontade de dono. Para ter o dinheiro de volta, o dono precisa achar um comprador para seu imóvel, fato que pode acabar demorando um pouco para acontecer.

Esse pode ser um grande empecilho para o proprietário que esteja precisando do dinheiro rapidamente. Pensando nisso, o grupo imobiliário Brasil Brokers se juntou ao Banco Inter para criar o Imóvel Cash, um banco digital. Com ele, é possível que o proprietário receba até 40% do valor de seu imóvel à venda de modo adiantado, como forma de empréstimo.

Como funciona o Imóvel Cash

Assim que o proprietário optar pelo serviço, ele poderá ter adiantado até 40% do valor do imóvel que está à venda, recebendo o dinheiro em poucos dias. Com isso, o imóvel continuará à venda e parte de seu valor já estará com o dono. Entretanto, é necessário que o imóvel esteja anunciado exclusivamente na Brasil Brokers, proprietária da rede de imobiliárias Abyara.

Dessa forma, essa é uma modalidade de empréstimo que possui o imóvel como garantia do crédito. Caso o imóvel seja vendido em até seis meses após a contratação do serviço, o proprietário receberá o valor restante do imóvel, enquanto os 40% adiantados sofrem acréscimo de juros de 1% ao mês e ficam com o banco.

Contudo, caso o prazo de seis meses acabe sem que a venda do imóvel tenha ocorrido, o cliente passará a pagar as parcelas referentes ao empréstimo a partir do sétimo mês. O prazo máximo para o financiamento é de 180 meses, equivalentes a 15 anos. Os juros serão de 1% ao mês + inflação, medida pelo IPCA. Por fim, quando o imóvel por vendido, ele poderá ser utilizado para abater parte da dívida que ainda falta.

Imóvel Cash e Home Equity

O modelo de empréstimo ofertado pelo Imóvel Cash é o home equity, ainda novidade no Brasil. Ao contrário das demais modalidades de crédito, o home equity utiliza o imóvel do proprietário como garantia para o empréstimo. Caso as parcelas deixem de ser pagas, o imóvel cadastrado passa automaticamente para o banco, de modo a ser leiloado.

Assim sendo, os juros desse tipo de empréstimo costumam ser bem mais baixos que os dos demais empréstimos do mercado. Entretanto, caso o cidadão não possua responsabilidade para arcar com o empréstimo, ele poderá perder a casa. No caso do Imóvel Cash, o imóvel que está à venda é o que será colocado como garantia de pagamento.

De acordo com o vice-presidente comercial do Banco Inter, Marco Túlio Guimarães, essa não é a intenção do novo serviço financeiro. “Tentamos fazer todas as renegociações possíveis antes de levar o imóvel a leilão; não é esse o nosso objetivo”, afirma.

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Juros Baixos

Como citado anteriormente, a modalidade de home equity permite que o empréstimo seja concedido a uma taxa de juros muito mais baixas. Atualmente, o empréstimo com menor taxa de juros no Brasil é o consignado, ofertado para servidores públicos e com desconto automático da folha de pagamento. Com ele, os juros médios são de 1,6% ao mês, de acordo com levantamento realizado pelo Banco Central.

Já no caso de empréstimos comuns, essa taxa sobe extraordinariamente: Os juros mensais são de 6,8% ou 120% ao ano. Em relação ao Imóvel Cash, sua taxa de juros fixa é de 1% após o sétimo mês, com acréscimo variável de acordo com a inflação. Tomando como exemplo este ano, o IPCA mensal variou entre 0,01% e 0,75%. Desse modo, os juros totais do Imóvel Cash seria de 1,01% a 1,75% ao mês sobre o valor das prestações.

De acordo com a economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), Ione Amorim, é preciso ter cuidado ao considerar um empréstimo dessa modalidade. Para ela, é preciso que o proprietário do imóvel se planeje bem e tenha consciência dos juros e custos aplicados sobre o valor total do imóvel. Caso contrário, o risco é de que o cidadão acabe ficando endividado e perdendo seu imóvel para o banco.

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