Geografia de São Paulo para Concursos

Aspectos geográficos, naturais, sociais e econômicos do território que é palco de boa parte das transações econômicas e decisões políticas brasileiras.

São Paulo é o principal centro financeiro, econômico e mercantil do país. Além disso, sua capital é a cidade mais populosa e uma das mais importantes da América do Sul.

Nesse contexto, há uma enorme diversidade de órgão estatais, cuja admissão acontece por meio de concursos públicos e processos seletivos. Entretanto, alcançar aprovação nessas seleções nem sempre é algo fácil, e exige muita determinação e dedicação.

Alguns fatores são determinantes para aqueles candidatos que conquistam as melhores posições. Um deles é o domínio do conteúdo programático do concurso em que pretende concorrer. Nos certames regionais, ou seja, de um determinado estado e seus municípios, há, ainda, uma particularidade.

Uma vez que as vagas são voltadas para aquela unidade federativa, é recorrente a cobrança de matérias que tratam, justamente, de seus aspectos geográficos e históricos. Sendo assim, para os paulistas, fizemos um apanhado dos temas mais frequentes na matéria de geografia de São Paulo para concursos.

Contexto histórico e formação do território

A colonização oficial do estado de São Paulo teve início em 1532, quando um colonizador chamado Martim Afonso de Souza foi enviado ao Brasil pela Coroa portuguesa.

Apesar de a chegada dos portugueses ao território brasileiro ter acontecido em 1500, nos primeiros anos o único objetivo era o extrativismo. A princípio não foram encontradas minas de ouro, por isso, a extração do pau-brasil, tornou-se a opção mais viável.

Entretanto, esse modelo deixou o território muito suscetível ao ataque de outras nações europeias. Para frear esses acontecimentos a Coroa enviou à colônia uma leva de colonos, sob liderança de Martim de Souza. Assim sendo, no mesmo ano aconteceu a fundação da primeira vila do Brasil, a Vila de São Vicente, no território onde hoje está o estado paulista.

Dois anos depois, em 1554, os padres jesuítas construíram uma escola que tinha como objetivo, além de alfabetizar, catequizar os indígenas nativos. O colégio foi instalado no alto de uma colina, na região de Piratininga. Foi ao redor dele que a cidade de São Paulo começou a tomar forma.

Durante o século XVII, depois de muitas tentativas fracassadas de estabelecer a indústria açucareira no território, começaram as bandeiras, também chamadas de entradas.

Com autorização da Coroa portuguesa, elas tinham como finalidade a expansão e conquista de novos territórios, captura de índios para serem escravizados, além da busca por ouro e outros metais preciosos.

Porém, somente ao final do século XVII, nos arredores da cidade mineira de São João Del Rei, os bandeirantes paulistas conseguiram encontrar ouro.

Apesar disso, distante da cidade de Salvador, metrópole da época, a vila, que foi elevada à condição de cidade em 1711, continuava relativamente pobre, servindo apenas como passagem para os tropeiros. Durante todo o período houve completo extermínio dos índios, que formavam boa parte da população local.

Em 1763 a capital do Brasil foi transferida da cidade de Salvador para o Rio de Janeiro. Nesta mesma época as riquezas de Minas Gerais chegaram ao fim, fazendo com que a Bahia tornasse a ser o estado mais rico da colônia.

A virada da economia de São Paulo começou nos primeiros anos do século XIX, mais precisamente em 1817, quando teve início o momento econômico que ficou conhecido como ciclo do café.

Data deste ano a fundação da primeira fazenda no vale do rio Paraíba do Sul. O café era cultivado em grandes propriedades, com uso de mão de obra escrava africana, proveniente do tráfico negreiro, consolidado como uma atividade altamente lucrativa.

Isso foi um fator determinante para a ascensão das figuras que ficam conhecidas como senhores de engenho, que foram preponderantes para o surgimento das oligarquias rurais e enriquecimento de muitas regiões.

Em meio a tudo isso, e sob apoio dos grandes produtores rurais, em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, D. Pedro I proclamou a independência do Brasil, cortando todos vínculos políticos e econômicos com Portugal.

Em 1867 foi criada a primeira ferrovia paulista, a São Paulo Railway, que tinha o objetivo de escoar a produção do café. Em 1888 aconteceu a abolição da escravidão, e para suprir a mão de obra nos cafezais, vários imigrantes europeus, árabes e japoneses se instalaram na região.

A Proclamação da República aconteceu em 1889 e depois de dois governos de militares (Marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto), a política café-com-leite subiu ao poder.

Ela ficou caracterizada principalmente pela alternância de presidentes paulistas, grandes produtores de café, e mineiros, responsáveis por boa parte da produção de leite. Esses políticos tiveram grande poder no país de 1894, até 1930, quando a uma Revolução levou Getúlio Vargas a ser presidente do Brasil.

Em meio a esses acontecimentos, entre 1900 e 1970 uma empresa canadense chamada Light assumiu a administração da geração de energia elétrica do estado. Isso proporcionou grande desenvolvimento econômico e industrial.

Vale lembrar, ainda, que os lucros provenientes do ciclo do café foram fundamentais para o desenvolvimento do estado de São Paulo.

No final da década de 50 foi instalada a indústria automobilística na região do ABC Paulista e por conta da falta de mão de obra, vários migrantes originários do nordeste foram para a região, fazendo com que a população e região metropolitana crescessem rapidamente.

Na década seguinte São Paulo já era o maior polo econômico e já abrigava a maior cidade da América do Sul.

Detalhes sobre o estado de São Paulo

Localizado na região sudoeste do Brasil, a área total do estado de São Paulo é de 248.222,362 km², portanto é o décimo segundo em extensão territorial. É representado pela sigla SP e o gentílico é o paulista (quem nasce na capital é paulistano).

Além do limitar-se a leste com o oceano Atlântico, seus estados limítrofes são o Paraná, ao sul, Mato Grosso do Sul a oeste, Minas Gerais a norte e nordeste e o Rio de Janeiro a leste.

São Paulo possui, ao todo, 635 municípios, que estão divididos em 11 regiões geográficas intermediárias e 53 regiões geográficas imediatas.

São Paulo e as principais cidades

A capital de São Paulo leva o mesmo nome que o estado e é a maior cidade, não só do Brasil, mas como de toda a América Latina. Sua fundação data de 25 de janeiro de 1554.

Na cidade e na sua região metropolitana estão localizadas as principais montadoras de veículos do Brasil, além das indústrias têxteis, químicas e de autopeças. A agricultura é notória e corrobora para que as indústrias de gêneros alimentícios sejam grandes destaques.

É a sétima cidade mais populosa do mundo e a mais populosa do hemisfério sul, com 12.176.866 habitantes. É, ainda,  o principal centro econômico, financeiro e mercantil de toda a América Latina.

Em 2016 foi considerada a décima primeira cidade mais globalizada do mundo. Possui um caráter cosmopolita e naquele ano possuía moradores de 176 países diferentes.

O Produto Interno Bruto (PIB) do município é o décimo maior do mundo e representa mais de 10,7% do PIB do Brasil.

Além da capital, outras cidades do estado possuem considerável importância no cenário econômico, social e político. São elas:

  • Guarulhos – 1.349.113 habitantes
  • Campinas – 1.182.429 habitantes
  • São Bernardo do Campo – 827.437 habitantes
  • Santo André – 715.231 habitantes
  • São José dos Campos – 703.219 habitantes
  • Osasco – 697.886 habitantes
  • Ribeirão Preto – 682.302 habitantes
  • Sorocaba – 659.871 habitantes
  • Mauá – 462.005 habitantes
  • São José do Rio Preto – 450.657 habitantes

Bandeira de São Paulo

Bandeira do estado de São Paulo

 

A criação da bandeira de São Paulo data de 1888. Logo após a abolição da escravidão no Brasil, ela foi criada pelo jornalista Júlio Ribeiro. Ela foi pensada para a causa republicana, em um momento onde a monarquia estava seriamente abalada e a Proclamação da República prestes a acontecer.

Em 15 de novembro de 1889, data da Proclamação da República, ela foi hasteada no Palácio do Governo de São Paulo. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932 foi oficializada como símbolo do estado, sofrendo três alterações importantes.

O número de faixas diminuiu e elas passaram a sete faixas pretas e seis brancas. Um mapa do Brasil na cor azul foi colocado dentro de um círculo branco, simbolizando a luta por um país melhor, e não apenas por um São Paulo melhor. Houve acréscimo de quatro estrelas amarelas, em representação ao Cruzeiro do Sul.

Os bandeirantismo constitui uma parte muito importante da história paulista, por isso, a bandeira do estado carrega diversas homenagens a eles. As faixas em preto e branco simbolizam os dias e noites de luta deles em favor do estado. O retângulo vermelho representa o sangue derramados por eles.

O azul do mapa do Brasil representa o poder e influência dos bandeirantes e as quatro estrelas amarelas, como já citado, o Cruzeiro do Sul.

População de São Paulo

De acordo com estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o estado de São Paulo é o mais populoso de todo o Brasil. A estimativa populacional do órgão para 2018 foi de 45.538.936 habitantes. Enquanto o Censo Demográfico de 2010 registrou 41.262.199 habitantes.

A população paulista é constituída por indivíduos de mais de 170 nacionalidades distintas. Um dos principais fatores que contribuíram para essa formação populacional foi a grande quantidade de imigrantes, vindos para o estado entre o final do século XIX e início do século XX.

Portugueses, italianos, libaneses, sírios, japoneses, coreanos, espanhóis, alemães, armênios e chineses são algumas dessas nacionalidades.

Houve também grande incidência de migração. Durante muitas décadas, atraídos pela possibilidade de melhores condições de vida, milhões de nordestinos deixaram suas cidades natais e partiram para São Paulo.

Cerca de 67,9% da população se declara branca, 24,7% parda, 5,8% de declara negra, 1,3% amarelo e 0,3% indígena. A religião mais praticada é a católica (70,3%), seguida pela evangélica (17%).

Economia de São Paulo

São Paulo é o principal centro econômico e financeiro do Brasil. O estado é responsável por mais de 30% do PIB nacional. Os serviços representam a maior parcela, 47,2%, seguido pela indústria, com 46,3% e agropecuária, com 6,5%. Veículos e peças representam o maior número de exportações, cerca de 17%.

Na pecuária, há criação de bovinos, suínos e aves. A agricultura é muito diversificada, e os principais produtos são a cana-de-açúcar, laranja, milho, banana, soja, tomate, mandioca, batata, feijão, café e algodão herbáceo.

Os principais polos industriais de São Paulo são a capital e sua região metropolitana, onde se desenvolve principalmente a indústria de tecnologia e fabricação de automóveis.

Em seguida vem o Vale do Paraíba, onde, além da alta tecnologia, eletroeletrônicos, químicos e têxteis, há empresas que produzem aeronaves e ainda, a General Motors e a Volkswagen, que produzem veículos.

A indústrias da região de Campinas se sobressaem na produção de petroquímicos, têxteis, automóveis e tecnologias.

Relevo de São Paulo

Três unidades básicas compõem o estado de São Paulo: planícies litorâneas, depressões e planaltos. Na maior parte do território, aproximadamente 85%, as altitudes variam entre 300m e 900m. O ponto mais alto de São Paulo é a Pedra da Mina, que fica na Serra da Mantiqueira e tem altitude de 2.770m.

As planícies estão localizadas em uma estreita faixa litorânea, onde está a Serra do Mar, Paranapiacaba e Itatins, além dos morros e Vale Ribeira. As depressões ocorrem desde o planalto atlântico até a porção oeste do estado, onde estão os vales do Tietê, do Médio, Mogi-Guaçu e Paranapiacaba.

Os planaltos se estendem desde a parte sul do estado até a região nordeste, predominantemente na divisa com Minas Gerais.

Clima de São Paulo

O clima predominante nas áreas próximas ao litoral é o tropical atlântico. No interior, o tropical de altitude se sobressai. Nos locais onde as altitudes são mais pronunciadas, as temperaturas médias anuais ficam entre 20ºC e 22ºC.

Exceto na parte litorânea, onde os períodos de estiagem são reduzidos, ao longo do ano, há duas estações bem delimitadas, uma seca e outra chuvosa. Em São Paulo, nos locais onde a altitude ultrapassa 1.200m, frequentemente há geadas.

Vegetação de São Paulo

Em síntese, a vegetação paulista é composta por três unidades predominantes: florestas tropicais, Mata Atlântica e mangue.

Contudo, a cobertura é bastante diversificada. Por isso, mesmo em menor quantidade, em algumas regiões é possível encontrar áreas de cerrado, cerradão e campos sujos.

Boa parte da vegetação original de São Paulo foi devastada em função das ações antrópicas. Entre os principais fatores estão a derrubada de árvores para a expansão da cafeicultura e criação de gado, além do extrativismo de madeira para fins comerciais e construção e aumento das cidades.

Algumas das principais espécies vegetais da flora paulista são o cipó-de-são-joão, jequitibá-rosa, samambaias, palmiteiros, quaresmeira, tarumã-do-cerrado, araçá-do-campo, peroba-rosa, língua-de-tucano e capim-barba-de-bode.

Fauna de São Paulo

Conheça alguns dos representantes da fauna do estado de São Paulo:

  • Andorinha
  • Sagui
  • Onça-parda
  • Bugio-preto
  • Macaco-prego
  • Suçuarana
  • Papagaio-de-cara-roxa
  • Mico-leão-de-cara-preta
  • Sabiá-laranjeira
  • Queixada
  • Ariranha
  • Morcegos
  • Anu-preto
  • Lontra
  • Javali
  • Cervo-do-pantanal
  • Anta
  • Arara

Hidrografia de São Paulo

A principal bacia hidrográfica do estado de São Paulo é a bacia do rio Paraná. Os rios do estado são extremamente importantes não só para a geração de energia, mas também para o transporte hidroviário.

Entre os mais de 2.400 km que compõem a hidrovia Tietê-Paraná, mais de 800 km estão no território paulista.

Além do Paraná e do Tietê, há importantes rios no estado, como os rios Paranapanema, Paraíba do Sul, Pardo, Piracicaba, Jacaré-Pepira, Jacaré-Guaçu, Mogi-Guaçu, do Peixe, Turvo e Grande.

Comidas típicas de São Paulo

Se tem um lugar no Brasil onde é possível encontrar comidas de todos os lugares do mundo, este lugar é a cidade de São Paulo. Justamente por isso há quem diga que o estado não tem uma culinária própria.

Alguns dos pratos mais consumidos, de fato, não nasceram no estado. Contudo, eles constituem traços marcantes da cultura local, que caracterizam muito bem paulistas e paulistanos, em especial. Confira algumas das comidas típicas do estado de São Paulo:

  • Sanduíche de mortadela
  • Coxinha
  • Pizza
  • Pastel de feira
  • Virado à paulista
  • Pão na chapa
  • Picadinho de carne
  • Polpetone
  • Cupim casquerado na telha com polenta frita
  • Bauru
  • Bolovo
  • Comida árabe à paulista

Realidade atual e principais problemas

Assim como nas outras grandes cidades do mundo, a capital do estado, em especial, possui uma série de problemas, típicos da megalópoles. Alguns dos maiores desafios são a promoção de sistemas sustentáveis de mobilidade, tornar-se uma cidade inclusiva e livre de discriminação e diminuir os índices de violência.

Outros problemas que precisam ser enfrentados são as enchentes, que todos os anos matam várias pessoas que vivem em áreas de risco, além de causar inundações e enchentes em vários pontos. A poluição do ar é outro ponto, que segundo a Universidade de São Paulo (USP), será responsável pela morte de mais de 50 mil pessoas até 2030.

Além da poluição atmosférica, a diminuição da poluição sonora está colocada em pauta, já que as ruas paulistanas possuem ruídos acima da média, portanto, são alvos de infinitas reclamações ao poder público.

Assegurar moradia adequada é outra dificuldade das políticas públicas paulistanas. O crescimento populacional é acompanhado de perto pelo aumento de favelas, cortiços e invasões em imóveis abandonados, resultando em tragédias, como a do desabamento do prédio Wilton Paes de Almeida, no Centro da cidade de São Paulo.

A expansão das áreas destinadas ao consumo de drogas são outra preocupação, já que o aumento do uso dessas substâncias está diretamente ligado às questões de saúde pública e aumento da violência.

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