Geografia de Sergipe para Concursos

Detalhes sobre a ocupação territorial, relevo, clima, vegetação, fauna, população, recursos minerais e realidade atual que sempre são cobrados nas seleções.

O estado de Sergipe é uma das federações que vem publicando editais regionais em diversas áreas do serviço público. Desde órgãos municipais até instituições estaduais, as oportunidades não param de aparecer.

A federação segue, em concursos regionais, a tendência apontada em outros estados no que toca ao seu conteúdo programático. Em meio aos demais itens cobrados, sempre está inserida a disciplina sobre Geografia de Sergipe para concurso público.

Por isso, trouxemos um resumo com os principais tópicos abordados para sintetizar, em um só local, tudo o que você precisa saber para sua próxima prova de concurso ou processo seletivo. Bons estudos!

Contexto de ocupação e formação

As terras sergipanas eram ocupadas apenas por indígenas e franceses contrabandistas de pau-brasil, sendo esta uma séria ameaça ao domínio português.A região era situada entre duas Capitanias importantes, Pernambuco e Bahia. Por isso, os portugueses consideraram ser fundamental sua colonização.

Em 1575, jesuítas chegam ao território para tentar catequizar os índios e fundaram a aldeia de São Tomé. O território foi conquistado por Cristóvão de Barros que, então, fundou a Capitania de Sergipe Del Rey, além do Arraial de São Cristóvão. Após centenas de anos de história de luta, a comarca de Sergipe é criada em 1696, separada da Baía de Todos os Santos.

Porém, foi anexada, novamente, em 1763 à capitania baiana. Após seu desmembramento, tornou-se capitania autônoma em 1820. Com a Proclamação da República, em 1889, a Província de Sergipe passa a ser um dos Estados da Federação, com sua primeira Constituição promulgada em 1892.

Detalhes sobre o estado de Sergipe

O estado de Sergipe está localizado na região Nordeste do Brasil e tem área territorial de 21.918,454 km². Com isso, aparece como o segundo menor estado do Brasil, ficando atrás, apenas, do Distrito Federal. A federação faz limites territoriais com Alagoas (norte), Bahia (sul e oeste) e Oceano Atlântico (leste).

Situado entre os paralelos 9º31’S e 11º33’S, e os meridianos 36º25’W e 38º14’W, tem como pontos extremos a foz do rio Xingó ao norte, a curva do rio Real ao sul, a barra do rio São Francisco à leste e a curva do rio Real no povoado Terra Vermelha em Poço Verde, à oeste.

Possui 75 municípios agrupados em treze microrregiões que fazem parte das mesorregiões Leste, Agreste e Sertão Sergipanos. As microrregiões que compõem o estado são:

  • Aracaju
  • Sertão do São Francisco
  • Propriá
  • Agreste de Itabaiana
  • Nossa Senhora das Dores
  • Cotinguiba
  • Agreste do Lagarto
  • Tobias Barreto
  • Boquim
  • Estância
  • Baixo do Cotinguiba
  • Japaratuba
  • Carira

Em 2007, o estado foi dividido em oito territórios pelo governo estadual, através de ações conjuntas com a Universidade Federal de Sergipe e entidades civis organizadas. O intuito era o planejamento das políticas públicas estaduais.

Bandeira de Sergipe

A bandeira foi criada pelo comerciante industrial José Rodrigues Bastos Coelho e é formada por um retângulo dividido em quatro faixas horizontais nas cores verde e amarela, alternadamente. No canto superior esquerdo, dispõe de um retângulo azul com cinco estrelas brancas.

A cor verde representa matas e diversidade natural; amarelo simboliza a riqueza mineral; azul destaca o céu; as estrelas representam as fozes dos rios do estado – São Francisco, Japaratuba, Sergipe, Vaza-barris, Piauí e Real.

População

A população de Sergipe é estimada em 2.068.017 habitantes, conforme dados levantados pelo Censo do IBGE em 2010. O estado notou forte crescimento demográfico desde a década de 50, com expressivo desenvolvimento da população urbana que ultrapassou a rural em meados dos anos oitenta.

Por isso, Sergipe é um estado urbanizado, apresentando 1.520.366 residentes na zona urbana e 547.651 na zona rural, representando taxa de urbanização de 73,5%. O quadro é consequência do crescimento da economia centrado nas descobertas e investimentos da indústria extrativo-mineral.

A maior parte da população está na faixa etária dos 25 a 39 anos (508 mil), a maioria composta por mulheres (51,4%). Sergipe é o estado nordestino que mais recebe migrantes de outras federações, sendo que 11,6% de sua população não é natural.

Aracaju

A capital do estado soma 650.106 habitantes, conforme dados de 2017 porém, acrescentando as populações da Grande Aracaju (Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão), o contingente populacional total é de 938.550 habitantes. Foi criada em 17 de março de 1865.

Principais cidades

Além da capital, Aracaju, os maiores municípios, em termos de população, são:

  • Nossa Senhora do Socorro
  • Lagarto
  • Itabaiana

Relevo

A estreita porção territorial do Sergipe acarreta sua pouca movimentação morfológica, o que significa a predominância de áreas planas e pequenas elevações. O relevo, assim, é composto por depressões na maior parte do território mas, registra a presença de planície litorânea com várzeas. Seu ponto mais alto é a Serra Negra, com 742m de altitude.

Pode-se afirmar que o relevo sergipano é dividido em:

  • Pediplano sertanejo: a superfície, aqui, é plana devido ao clima seco que predomina na região. Ocorre altitude limite de 750m e colinas rebaixadas capazes de criar vales e declives.
  • Tabuleiros costeiros: a principal característica dessa formação é o solo arenoso, pobre, pedregoso e seco, além das altitudes que variam entre 300m e 700m. Eles estão depositados sobre a Bacia Sedimentar do Sergipe e podem ser encontrados, especialmente, em colinas de topos convexos. Nas áreas mais baixas, o solo é argiloso, facilitando o cultivo mas, essa não é uma marca padrão.
  • Planície costeira: sua porção corresponde a 163km entre os rios Real e São Francisco. Sua principal característica é a existência de várzeas graças às chuvas recorrentes entre março e agosto. Ademais, a interação do solo com o oceano o torna inviável para a agricultura devido à falta de proliferação de nutrientes. Nessa região, os terrenos mais altos medem até 10m de altitude, o que levou ao surgimento da margem oceânica limitada pela desembocadura nos rios. Possui terraços marinhos, cordões litorâneos, dunas costeiras e estuários, onde se nota os mangues e apicuns.

Além das porções, acima, mencionadas, um ponto importante não pode ser deixado de fora – o Domo de Itabaiana. Seu relevo é suave e ondulado com altitudes que chegam a 659m. A região está localizada na zona de transição entre Mata Atlântica e Caatinga por isso, ainda recebe altos índices pluviométricos (1.100 a 1.300 mm). Nesta região semi-árida, destaques para as serras do Cajueiro, Itabaiana e Comprida.

Geologia

A geologia de Sergipe é formada por rochas mais antigas (Embasamento Gnáissico e Faixa de Dobramentos Sergipana) e recentes (Bacias Sedimentares de Sergipe e Tucano, Formações Superficiais). Confira detalhes sobre cada formação:

  • Embasamento Gnaíssico: rochas magmáticas e metamórficas do período Pré-Cambriano representadas por migmatitos, granitóides, gnaisses, quartizitos e metassedimentos. Essa formação é encontrada no Cráton de São Francisco e nos Domos de Itabaiana e Simão Dias.
  • Faixa de Dobramentos Sergipana: encontrada nos domínios Estância, Vaza-Barris, Macururé, Marancó, Poço Redondo e Canindé. Ocorrência de metassedimentos, migmatitos, granitóides e rochas vulcano-sedimentares.
  • Bacias Sedimentares: localizadas a leste,  avançando sobre a Bacia de Sergipe até o limite da falha de Itaporanga d’Ajuda e a noroeste e sudoeste. Sua origem está relacionada à separação da África e América do Sul que formou Muribeca, Cotinguiba, Riachuelo, Marituba, Calumbi e Mosqueiro. Nestas regiões, é possível encontrar fósseis marinhos, petróleo, carvão e minerais carbonáticos.
  • Formações Superficiais: Grupo Barreiras, coberturas tércio-quaternárias e quaternárias. O grupo é distribuído no leste do estado e constituído por cascalhos, conglomerados, areias finas e grossas e níveis de argila).

Clima

O clima sergipano varia conforme a região, predominando como tropical na parte litorânea e semi árido no sertão. Porém, tem temperaturas médias elevadas e variação térmica anual pequena, com amplitude térmica média inferior a 5°C em todo o estado. O regime pluvial diminui do litoral em direção ao interior. Quanto a isso, o clima é dividido em três zonas:

  • Tropical úmido ao longo do litoral: compreende a faixa litorânea e apresenta precipitação média de 1.355 mm/ano, além de umidade relativa do ar com (média anual de 80%. O inverno caracteriza-se pela estação chuvosa entre os meses de abril e agosto. A estação seca, por sua vez, vai de novembro a janeiro. As áreas litorâneas sofrem influência dos ventos de alísios e constantes das brisas marítimas, além das frentes frias do Sudeste no inverno.
  • Tropical sub-úmido ou de Transição Semiárida (Agreste): a distribuição mensal das chuvas é semelhante ao litoral mas, com taxas menores de precipitação, em torno de 1.000 mm/ano. As temperaturas médias ficam em torno dos 25°C. Permanece a influência dos ventos alísios, das brisas e frentes frias, acrescidos dos ventos barostróficos
  • Semiárido (Sertão): compreende a parte oeste do Sergipe, com precipitação média inferior a 700 mm/ano, chegando abaixo de 30 mm no verão. A noroeste, as chuvas começam em abril enquanto as secas são sazonais, comuns nas áreas tropicais. A umidade relativa do ar é baixa com temperaturas em torno de 30°C. A evaporação elevada causa a deficiência hídrica durante quase todo o ano.

Vegetação

A vegetação típica do Sergipe, assim como em boa parte dos estados nordestinos, é a caatinga predominante em seu sertão, os mangues presentes no litoral e uma faixa composta por floresta tropical.

Formações litorâneas: localizadas na planície costeira onde há formações litorâneas constituídas por mangues, vegetação de restinga, matas secundárias e resquícios de florestas de porte inferior. Os primeiros estão situados  nas desembocaduras dos rios e apresentam ambiente lodoso e salobro, possibilitando o desenvolvimento de estratos arbustivos e arbóreos com raízes aéreas . A restinga reveste a área litorânea e dunas com espécies perenifólias e xeromorfas decorrentes dos ventos. As matas secundárias são florestas em estágios médio a avançado de regeneração com portes que variam de 12 a 20m. A Mata Atlântica, por sua vez, foi intensamente devastada e está localizada em áreas específicas sob proteção integral. As espécies mais encontradas são: sucupira, maçaranduba, pau-brasil, jatobá, candeia, peroba, além de bromélia e orquídeas

Cerrados: também chamados de vegetação de tabuleiro, ocorre  na faixa entre o semiárido e o litoral, composto por gramíneas e espécies arbustivas de pequeno porte. Suas espécies mais conhecidas são marmeleiro, ingazeiro, jenipapeiro, cajazeiro entre outros.

Caatinga: vegetação típica do semiárido brasileiro, cobre boa parte do sertão  e apresenta estrutura variável quanto a porte, estrutura e densidade. Há dois tipos de caatinga, sendo eles a hipoxerófila ou arbustiva arbórea (transição para o sertão com secas inferiores a sete meses) e hiperxerófila ou arbustiva (resistente à seca, porte baixo e secas superiores a sete meses). As espécies mais conhecidas são baraúna, jurema, aroeira, pau-ferro, umbu, angico, mandacaru, xique-xique e macambira. As espécies são utilizadas para a produção de remédios, energia e carvão.

Fauna

São exemplos de animais típicos do Sergipe:

  • Corrupião (ave-símbolo do estado de Sergipe).
  • Ouriço-preto
  • Tamanduá-mirim
  • Sabiá-laranjeira
  • Borboleta-monarca
  • Seriema
  • Maçarico-branco
  • Macaco-guigó
  • Preguiça-de-coleira
  • Pica-pau-de-topete
  • Periquito-velante
  • Sapo-cururu
  • Jia-de-parede
  • Gralha-canção
  • Gambá
  • Preá
  • Capivara
  • Macaco-prego
  • Veado-catingueiro

Unidades de conservação

O estado abriga vinte unidades de conservação (UC), sendo oito particulares, três da União, duas municipais e sete estaduais. O intuito é preservar a diversidade biológica, proteger as espécies, recuperar recursos hídricos, promover a educação ambiental, o ecoturismo e a pesquisa. As UC’s localizadas no território são:

  • Reserva Biológica de Santa Izabel (1988): municípios de Pirambu e Pacatuba com o  objetivo de proteger a desova das tartarugas marinhas. Sedia uma das unidades do Projeto Tamar.
  • Parque Nacional Serra de Itabaiana (2005): objetivo de preservar os espaços naturais e servir como laboratório vivo. Abrange os municípios de Itabaiana, Areia Branca, Itaporanga d’Ajuda e Campo do Brito. São encontradas espécies vegetais da Mata Atlântica, Cerrado e típicas de Restinga e tem o riacho dos Negros como seu principal atrativo.
  • Floresta Nacional do Ibura (2005):  município de Nossa Senhora, inclui proteção a ecossistemas, como a Mata Atlântica
  • Área de Proteção Ambiental Morro do Urubu (1995): em Aracaju, encontra-se comprometido pela invasão, construção e urbanização das favelas na área.
  • Área de Proteção Ambiental do Litoral Sul do Estado de Sergipe (1993): municípios de Itaporanga d’Ajuda, Estância, Santa Luzia do Itanhi e Indiaroba, compreendendo as praias mais habitadas do Estado, restingas arbóreas, manguezais e manchas mais preservadas de Mata Atlântica.
  • Refúgio de Vida Silvestre Mata do Junco (2007): município de Capela, um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica do Estado, além de ter a função de preservar 144 espécies florísticas, 14 anfíbios, 9 répteis, 19 outros mamíferos e 93 espécies de aves, entre elas, o gavião-pombo e o sabiá-pimenta, considerados como vulneráveis à extinção.
  • Monumento Natural Grota do Angico (2007): situada no Alto Sertão Sergipano, entre os municípios de Poço Redondo e Canindé de São Francisco. Abriga remanescentes florestais da Caatinga. Tem importância histórica por abrigar a Grota do Angico, além de ter sido alvo do cangaço e cenário da morte do grupo liderado por Lampião e Maria Bonita.
  • Unidades de Conservação em Fase de Recategorização (1990): compreende as margens e todo o leito do rio Sergipe.

Recursos Minerais

Os minerais sergipanos são provenientes dos carbonatos, sais solúveis, além de  recursos energéticos, minerais metálicos e não metálicos. Entre todos estes elementos, podemos destacar:

  • Energéticos: petróleo, gás natural e turfa
  • Carbonatos: calcário, dolomito e metacarbonetos
  • Sais Solúveis: carnalita, silvita, silvinita, halita e taquidrita
  • Metálicos: cobre, níquel, chumbo, zinco, ouro, manganês, titânio, zircônio, tório, pirita e ferro
  • Não metálicos: areia, argila, saibro, filito, granito, gnaisse, gabro, quartzo, metassiltito, metarenito, quartzito, água mineral, enxofre, flúor, fósforo, amianto

Hidrografia

Apesar de sua estreita faixa territorial, o estado é drenado por oito bacias hidrográficas que desaguam no Oceano Atlântico e formam uma rede de rios perenes e temporários. Três dessas bacias (São Francisco, Vaza-Barris e Real) são de domínio da União, enquanto as demais são estaduais. Vejamos as características de cada uma:

  • Bacia Hidrográfica do rio São Francisco: a maior e mais importante bacia hidrográfica do estado, drena  7.184 km² e abriga, no leito do Rio São Francisco, a Usina Hidrelétrica de Xingó. Suas águas são, também, utilizadas para a irrigação de plantações e abastecimento. Seus limites chegam às bacias dos rios Japaratuba e Sergipe. Os principais afluentes são os rios Xingó, Jacaré, Capivara, Gararu e Betume.
  • Bacia Hidrográfica do Rio Japaratuba: nasce na Serra da Boa Vista e deságua no Oceano Atlântico, com área geográfica de 1.735km² abrangendo 20 municípios. Abriga atividades econômicas relacionadas ao cultivo da cana, exploração mineral ( petróleo, gás natural, sal gema, potássio, calcário, magnésio, turfa e areia,), pesca, turismo, além do abastecimento. Seus principais afluentes são os rios Japaratuba mirim, Lagartixo, Siriri, Cancelo e Riacho do Prata.
  • Bacia Hidrográfica do Rio Sergipe: equivale a 56,6% do estado e abrange 26 municípios, a maioria constituindo a zona urbana. O rio Sergipe é um importante curso d’água para o desenvolvimento econômico. Seus afluentes, os rios Poxim, Jacarecica e poços artesianos perfurados na bacia, atendem às populações urbana e rural. As barragens Jacarecica I e II e o Açude da Macela constituem reservatórios para a irrigação de hortaliças e frutas. Abriga, ainda, atividades relacionadas ao turismo, pesca, recreação e transporte.
  • Bacia Hidrográfica do rio Vaza-Barris: nasce na Bahia e cobre área de 2.559 Km² em Sergipe. O baixo curso começa entre  Simão Dias e Pinhão, passando por climas semiárido, subúmido e úmido que compõem 14 municípios. Suas águas não servem para o consumo humano devido  à elevada concentração de sais. Sendo assim, concentra atividades ligadas ao lazer e turismo. Os principais afluentes são: o riacho Cansanção, rios Jacoca e do Lomba, além do riacho Traíras.
  • Bacia Hidrográfica do Rio Piauí: abrange 15 municípios e uma área geográfica de 4.150 km². Localizada ao sul, apresenta sistema hidrográfico bastante desenvolvido constituído pelo Rio Piauí e seus afluentes (rios Arauá, Pagão, Jacaré, Piauitinga e Fundo). As principais atividades desenvolvidas no seu curso relacionam-se ao lazer, turismo, pesca, irrigação, mineração a abastecimento.
  • Bacia Hidrográfica do rio Real: nasce na serra do Tubarão, na divisa com a Bahia, desaguando no estuário de Mangue Seco. Cobre área de  2.388 km² tendo os riachos Mocambo e Caripau e os rios Jabiberi e Itamirim como seus principais afluentes.
  • Grupo de Bacias Costeiras 1 e 2: como o próprio nome já diz, estão localizadas na zona costeira. A primeira, na parte norte como Bacia Costeira do rio Sapucaia e, a outra, na parte sul como Bacia Costeira Caueira/Abaís. Presença da ação referente à construção de barramentos, equipamentos para captação de água e abastecimento. Suas águas desembocam no Atlântico.

O território de Sergipe é cortado por grandes rios, sendo os principais:

  • São Francisco
  • Vaza-Barris
  • Jarapatuba
  • Piauí
  • Real

Economia

A economia do estado baseia-se no extrativismo, agricultura e pecuária. Apresenta-se como policultor devido às suas lavouras criadas para cultivos de subsistência e industrial. Entre esses, destacam-se a cana-de-açúcar (Zona da Mata); laranja (Agreste); coco-da-baía; fumo; algodão; mandioca (Agreste); maracujá; tangerina; limão; milho; feijão; arroz; amendoim; inhame; batata-doce; melancia e abóbora.

Destaque para o Platô de Neópolis e Projeto Califórnia entre as propriedades fruticultoras que contam com sistemas de barragens, adutoras, poços, cisternas e cacimbas. Na pecuária, o rebanho do estado teve considerável ampliação no agreste e litoral, além das próprias áreas sertanejas, em virtude da instalação de frigorífico na capital, Aracaju.

O estado conta com complexo composto por sete Distritos Industriais instalados em municípios, como Aracaju, Socorro, Estância, Propriá, Boquim, Itabaiana e Carmópolis. A relevância está nas indústrias têxteis, alimentícias e petroquímicas. Ademais, os serviços mobiliário, editorial e gráfico têm ganhado bastante expressividade.

A capital concentra importante centro industrial na produção alimentícia, têxtil, mineral, petrolífera, construção, entre outras. Porém, é imprescindível mencionar que Sergipe é o quarto maior produtor de petróleo do país com exploração feita nos campos de Carmópolis, Siririzinho, Riachuelo, além da Plataforma Continental.

Culinária Típica

O principal prato típico de Sergipe é a buchada, além de frutos do mar, milho e carne de sol. Diariamente, os sergipanos costumam comer bolinhos de milho e cuscuz. No interior, é conhecida a paçoca de carne. Em todo o estado, é comum o consumo de bebidas à base de frutas, como o caju, batidas de maracujá, licores de jenipapo, entre outras.

Realidade e principais problemas

Atualmente, o estado enfrenta problemas relacionados ao desmatamento, erosão, bem como a poluição dos rios e do solo. O Censo IBGE 2010 aponta que 99,02% das casas sergipanas recebem fornecimento de energia elétrica, 83,54% são cobertas pela rede de água e 67,06% têm acesso a esgoto tratado.

A taxa de alfabetização do estado é de 80,93% de acordo com o mesmo Censo, considerando a faixa etária de cinco anos ou mais. Sergipe registrou o total 64.926 alunos matriculados nos cursos de graduação presenciais e à distância em  15 instituições de ensino.

O Estado tem a melhor renda per capita do Nordeste e recebeu o título de Estado nordestino com melhor nível de desenvolvimento humano pela Organização das Nações Unidas (ONU). É dono, também, do prêmio Criança e Paz, da UNICEF, graças à redução em 32% do índice de mortalidade infantil.

Sergipe é cortado por duas rodovias federais, a BR-101 (sentido Norte-Sul) e a BR-235 (sentido Leste – Oeste), no total de 5.326 quilômetros de estradas. O sistema ferroviário é comandado pela empresa Férrea Centro Atlântico S.A. em linha que interliga Aracaju a Salvador, Maceió e Recife para o transporte de cargas.

O  Terminal Portuário Inácio Barbosa, localizado em Barra dos Coqueiros, é administrado pela Companhia Vale do Rio Doce e é especializado  na movimentação de granéis e cargas gerais.

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